30/10/2012 12:00 am

Conselho de Médicina discute reivindicações com planos de sáude da capital

 

Conselho de Médicina discute reivindicações com planos de sáude da capital

Conselho Regional de Medicina avançou a noite de ontem discutindo pauta com um dos planos de saúde. Outros sequer responderam. Médicos podem decidir por paralisação geral


Sandra Viana

Médicos reuniram para definir sobre retorno do movimento grevista, desta vez, por tempo indeterminado e previsto para o próximo mês. A assembleia se realizou na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM), na noite de ontem. Na ocasião, a categoria discutiria ainda os itens da pauta de reivindicações com representantes da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) e fariam balanço da última greve, que durou 15 dias. Segundo o CRM, os planos de saúde Unimed, Conmed, Bradesco, Hapvida, Multiclínica, Geap e Unihosp não entraram em contato com o órgão para discutir a pauta, nem retornaram com contraproposta. “Os médicos querem parar novamente, pois essa seria a única forma de forçar as empresas a conversar”, disse o presidente do CRM, Abdon Murad.

 

Segundo Abdon Murad, a categoria está coesa quanto à definir por nova paralisação. O descredenciamento dos médicos também é alternativa para forçar as empresas a negociar. Desde o segundo semestre do ano passado pelo menos 40 médicos deixaram de atender em planos de saúde, devido os baixos valores. Com a greve ano passado, os médicos conseguiram que fosse atendido o item de reajuste e tiveram aumento de R$ 42 para R$ 60 no valor das consultas. A categoria conseguiu ainda o retarifamento de alguns procedimentos com base na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) – tabela que fixa valores das consultas e procedimentos. Só em procedimentos são mais de três mil, de acordo com o CRM.

 

A reportagem procurou os planos de saúde citados pelo CRM. A Unimed disse ainda estar analisando a proposta do Conselho e que irá retornar com definição. Também manteve o direcionamento em ressarcir o usuário caso este tenha desembolsado algum valor pelos serviços por conta da greve.

 

O Hapvida disse possuir rede hospitalar própria de atendimento e que garante os serviços, mesmo em caso de greve; quanto à pauta, esta está em análise. Os demais planos não atenderam até o fechamento desta edição. Caso os médicos entrem novamente em greve, esta será a quinta paralisação da categoria em dois anos. No Maranhão são cerca de cinco mil médicos para atender a mais de 60 mil usuários de planos de saúde, segundo o CRM.

http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2012/10/30/interna_urbano,125394/conselho-de-medicina-discute-reivindicacoes-com-planos-de-saude-da-capital.shtml

 

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