18/10/2011 12:00 am

Chile: Indignados e intelectuais clamam por Constituinte

O chamado a uma Assembleia Constituinte no Chile, onde rege ainda a Constituição criada na ditadura, ganha força em diferentes setores sociais do país, inclusive no âmbito acadêmico.


O chamado a uma Assembleia Constituinte no Chile, onde rege ainda a Constituição criada na ditadura, ganha força em diferentes setores sociais do país, inclusive no âmbito acadêmico.

Reconhecidos intelectuais consideram que o respaldo de 92% da população ao estabelecimento do plebiscito vinculante, demonstrado no referendo convocado pela Mesa Social pela Educação, revela o descrédito da classe política e da atual institucionalidade, gestada em 1980 pelo regime militar de Augusto Pinochet (1973-1990).

“O que nos rege é uma Constituição espúria, ilegítima, e, portanto, se hoje te chamam a respeitar o Estado de direito ou seguir as condutas institucionais que nos parece não corresponder, sabendo que esta é uma institucionalidade que não nos representa e que foi imposta”, opina o pesquisador chileno Martín Pascual.

O destacado especialista do Centro de Estudos Nacionais de Desenvolvimento Alternativo considera que chegou a hora da cidadania recuperar os direitos que lhe foram roubados à força a partir do golpe de Estado de 1973.

Além disso, para o historiador chileno Gabriel Salazar, não se pode falar de Estado republicano, democrático e representativo enquanto não se dotar o país de uma Carta Magna elaborada a partir da soberania popular.

Durante o primeiro Encontro Nacional de Movimentos Cidadãos do Chile, celebrado no dia 8 de outubro em Santiago, cerca de 60 organizações sociais concordaram com a necessidade de lutar para mudar as bases fundamentais da ordem política e econômica atual.

“Acreditamos que uma verdadeira democracia só é possível com uma nova Constituição Política e o chamado a eleger uma Assembleia Constituinte, gerada de forma participativa e vinculante”, assinalaram em uma declaração ao fechamento da reunião.

O clamor a favor de uma Assembleia Constituinte voltou a estar presente com enfáticas mensagens na massiva marcha dos indignados chilenos do sábado passado, estimada em 100 mil participantes.

Fonte: Prensa Latina

 

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=166551&id_secao=7

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