9/08/2012 12:00 am

Chile: confronto entre estudantes e polícia termina em violência

Chile: confronto entre estudantes e polícia termina em violência

 

O confronto entre policiais e estudantes do ensino médio que protestavam por melhor qualidade na educação terminou em violência nesta quarta (8), em várias cidades do Chile. Em Santiago, a capital do país, as manifestações tiveram um saldo de prisões e três carros incendiados. O protesto foi organizado pela Assembleia Coordenadora de Estudantes do Ensino Secundário (Aces), que conta com o apoio de universitários.

Desde o ano passado, os estudantes protestam por educação pública, gratuita e de qualidade. No país, o ensino superior é privado e apenas parte do ensino médio é pública. Houve ainda protestos nas cidades de La Serena (no Norte do país), quando três pessoas ficaram feridas e 21 foram detidas. Em Viña del Mar, na região central do Chile, 11 pessoas foram presas e uma farmácia e um supermercado foram danificados. Em Valdivia, no Sul do país, nove pessoas foram detidas

 

Em Santiago, os confrontos começaram quando os estudantes se concentraram na Plaza Italia, um dos cartões-postais da cidade, e alterara o trânsito da área. Os policiais usaram jatos de água e bombas de gás na tentativa de dispersar os manifestantes. De acordo com dados oficiais, os embates duraram cerca de cinco horas.

 

O porta-voz do governo chileno, Andrés Chadwick, classificou os protestos como “vandalismo” e “delinquência”. Segundo ele, os estudantes não reivindicam mudanças no sistema educacional do país.

 

Em 2011 e no começo deste ano, estudantes universitários chilenos, com o apoio de professores, lideraram vários protestos em defesa de mudanças no sistema de ensino do país. O governo prometeu tomar providências, mas os alunos denunciam que não houve avanços.

 

“Neste minuto não vimos nenhuma resposta das autoridades”, comentou à imprensa o presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica, Noam Titelman.

 

Produto das reformas impostas pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que diminuiu para menos da metade os gastos públicos com a educação, o Chile conta hoje com um dos sistemas educacionais mais caros e desiguais do planeta.

 

Com agências

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=190726&id_secao=7

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