6/08/2012 12:00 am

Camponeses paraguaios resistem à ordem de abandonar terras

Camponeses paraguaios resistem à ordem de abandonar terras

 

A tensão continua na localidade paraguaia de Saltos do Guairá, no leste do país, depois que mil camponeses se negaram a acatar uma ordem da promotoria para abandonar nesta segunda (6) as terras ocupadas.

 

O alto número de camponeses e seus familiares, que reclamam hectares para viver e trabalhar chegou no último sábado (5) aos terrenos da fazenda de um colono brasileiro e foram recebidos com disparos por seguranças privados e a polícia, com o balanço de oito feridos.

 

Apesar disso, os camponeses, entre os quais há numerosas mulheres e crianças, não detiveram seu avanço e fizeram retroceder os guardas, de acordo com o informado por correspondentes da imprensa local.

 

Imediatamente depois, iniciaram a colocação no lugar a mais de 300 tendas nas quais se instalaram com a decisão de permanecer até que lhes fossem entregues as terras, reclame feito há vários anos sem solução oficial alguma.

 

O promotor Diosnel Giménez esteve na fazenda acompanhado por uns 150 policiais, teve reuniões com os dirigentes dos “tendeiros”, como são conhecidos popularmente por viverem em tendas nas adjacências dos latifúndios que consideram irregularmente apropriados por atuais donos.

 

Posteriormente, declarou ontem à noite à imprensa que os camponeses recusaram a ordem de abandonar a propriedade do colono brasileiro e ameaçaram resistir diante de qualquer tentativa de despejo.

 

Giménez impôs-lhes um prazo de 24 horas para retirar-se pacificamente do lugar, depois, se procederia ao mencionado despejo com a intervenção da força pública.

 

Ao próprio tempo, e pela via civil, a advogada do colono João Carlos Bernardes apresentou um pedido para que se proceda à reintegração do lugar aos mil camponeses e seus familiares.

 

As terras ocupadas encontram-se cerca de Montes Corumbí, palco em junho passado de um confronto entre policiais e camponeses ao praticar-se uma ordem de reintegração de posse, o que terminou com a morte de 11 camponeses e seis policiais, causando uma comoção nacional.

 

Milhares de camponeses sem terras encontram-se vivendo em tendas na zona do leste do país e em outros departamentos do Paraguai reclamando há anos a cessão de terrenos que consideram improdutivos por seus atuais titulares.

 

 

Fonte: Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=190404&id_secao=7

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