7/08/2012 12:00 am

Camponeses hondurenhos exigem reforma agrária integral

Camponeses hondurenhos exigem reforma agrária integral

 

Dezenas de camponeses hondurenhos procedentes dos 18 departamentos do país exigem frente ao Congresso Nacional uma reforma agrária integral, que inclua distribuição de terras e financiamentos.

 

O líder do Movimento Unificado Camponês de Aguán (MUCA), e um dos organizadores do plantão que começou na segunda-feira (6), Yono Rivas, pediu para os congressistas explicarem, por que a Lei de Transformação Agrária Integral está engavetada.

 

“O projeto apresentado no dia 11 de outubro de 2011, defende a recuperação ou expropriação imediata e posterior concessão de todas as terras públicas ou privadas que estejam ilegalmente em mãos particulares”, lembrou Rivas.

 

Os camponeses exigem também que se destine 10% do orçamento nacional para financiar as atividades produtivas e isso ajudaria a diminuir a pobreza que afeta mais de 70% da população.

 

O MUCA é uma das organizações que participa das reclamações por terras no vale de Aguán, onde se mantém um conflito entre latifundiários e agricultores que em três anos deixou 67 camponeses mortos.

 

“Com o pretexto de deter a violência, o Congresso aprovou em na última quarta-feira (1) o desarme de camponeses de Aguán, mas não dos empresário que dizem requerer do serviço de segurança privada”, disse

 

Essa exceção poderia aprofundar a repressão contra as organizações campesinas, observou o secretário geral do MUCA em entrevista publicada no site da resistência hondurenha.

Segundo Rivas a origem do conflito no Aguán é a falta de acesso dos camponeses em terras que foram destinadas para fins da Reforma Agrária e resultaram monopolizadas pelas empresas dos latifundiários.

 

O setor privado, representado pela Federação Nacional de Agricultores e Pecuaristas de Honduras (Fenagh), reagiu encomendando um estudo para determinar o impacto econômico da ocupação campesina.

 

Para o diretor da Fenagh, Luis Donaire, as ocupações campesinas e as expropriações para latifundiários afetm as empresas e impactam na produção agrícola, o acesso ao credito e a inversão

 

Segundo ele, o parlamento unicameral deveria aprovar uma quantia para conformar um banco de terras para que quem possa comprar legalmente as propriedades que os latifundiários tenham interesse de vender.

 

Com Prensa Latina

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=190524&id_secao=7

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