22/06/2010 12:00 am

CAMPONESES FAZEM CAMINHADA EM MACEIÓ POR REFORMA AGRÁRIA

CAMPONESES FAZEM CAMINHADA EM MACEIÓ POR REFORMA AGRÁRIA
22 de junho de 2010

Por Comunicação CPT Alagoas

Cerca de 500 trabalhadores rurais oriundos do litoral norte e da zona da mata, que recebem o acompanhamento da Comissão Pastoral da Terra em Alagoas estão desde ontem em Maceió para mostrar à sociedade a insatisfação contra o desempenho do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA-AL). Eles passaram a noite na sede da Eletrobrás-AL e iniciou agora pouco uma grande caminhada do bairro da Gruta que seguirá até a sede do INCRA no Centro da capital alagoana.

No percurso, os camponeses e camponesas exaltarão as bandeiras e ferramentas de trabalho, cantarão as músicas da luta campesina, as faixas mostrarão a indignação contra a morosidade das ações e exigem a exoneração do atual superintendente Estevão Oliveira, que é considerada uma pessoa despreparada para o cargo, e que ainda tem uma postura desequilibrada e anti-ética.

O órgão federal é o responsável em mediar os conflitos agrários, realizar vistorias de terras improdutivas, fiscalizar a produtividade nos lotes, além de garantir efetivamente a reforma agrária e o beneficiamento das famílias camponesas.

Muitos acampamentos, a exemplo de Flor do Bosque II em Messias, têm uma boa produção agrícola, infra-estrutura organizada e energia elétrica, mesmo assim, não são transformados em assentamentos. Além disso, também existem muitos assentados que enfrentam inúmeras dificuldades quanto ao acesso às escolas, saúde de qualidade e no escoamento da produção devido às más condições das estradas.

Outro dado importante que deve ser destacado é que há cerca de dois anos, não é realizada a desapropriação de imóveis rurais no Estado de Alagoas e muitos despejos foram autorizados pela Vara Agrária, inclusive, com a presença de um número ostensivo de militares nas áreas. Em 2010, foram realizadas cinco reintegrações de posse somente em áreas acompanhadas pela CPT que existem há algum tempo.

FONTE: http://www.mst.org.br/node/10149

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