28/09/2012 12:00 am

Bancários e trabalhadores dos Correios encerram greve; petroleiros e metalúrgicos continuam

Bancários e trabalhadores dos Correios encerram greve; petroleiros e metalúrgicos continuam mobilizados

Os bancários encerraram a greve deflagrada no dia 17 de setembro. A greve da categoria fechou mais de 9 mil agências pelo país. A maioria dos funcionários dos bancos privados e do Banco do Brasil decidiram por fim à paralisação na última quarta-feira (26).

 

A proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) foi de 7,5% de reajuste no índice geral (aumento real de 2%) e de 8,5% no piso e em algumas verbas, como o tíquete e cesta alimentação (aumento real de 2,95%). A PLR (Participação nos Lucros e Resultados) teve 10% de correção. Os dias parados não serão descontados.

 

Já os bancários da CEF (Caixa Econômica Federal), que inicialmente rejeitaram a proposta apresentada, também decidiram voltar ao trabalho na grande maioria dos estados.

 

Lamentavelmente a condução dada pelas diretorias de vários sindicatos para encerrar a greve na Caixa atropelou a democracia e a decisão da base.

 

O MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) divulgou uma nota em São Paulo, em  que denuncia a manobra realizada pela direção do sindicato, empresa e governo para por fim à greve. A proposta rejeitada no dia anterior pela ampla maioria dos trabalhadores da Caixa foi reapresentada em nova assembleia, convocada às pressas, com ostensiva presença das chefias e fura-greves, o que reverteu o resultado de continuidade da greve.

 

TST julga greve dos trabalhadores dos Correios e determina reajuste 6,5%

 

Em assembleias realizadas nesta quinta-feira, os trabalhadores dos Correios também decidiram pelo fim da greve que foi a julgamento no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

 

No julgamento foram mantidas as cláusulas sociais e o reajuste aprovado para os trabalhadores foi de 6,5% (1,3% de ganho real).

 

Não haverá desconto dos dias parados e os trabalhadores terão seis meses para fazer a reposição.

 

Não houve alteração no plano de saúde, uma das principais reivindicações dos trabalhadores. Será constituída uma comissão paritária – formada por membros da empresa e pelos trabalhadores – para que sejam discutidas alterações e revisões no convênio.

 

O membro da CSP-Conlutas e da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, ressalta que é preciso conscientizar a todos de que essa luta não acabou, pois “para garantir que não haja mudança no plano de saúde, todos vão ter que se mobilizar e lutar contra as alterações que venham no sentido de atacar nossos direitos”.

 

Petroleiros e metalúrgicos intensificam a mobilização

 

A campanha salarial dos petroleiros das bases da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), segue com intensas mobilizações. Esses trabalhadores realizaram um Dia Nacional de Luta na quarta-feira (26), e greve de 24 horas em alguns estados. A categoria reivindica 10% de ganho real e o ICV-DIEESE, o que totaliza aproximadamente 16% – incorporados ao salário básico da categoria (ativos, aposentados e pensionistas), entre outras demandas.

 

Os metalúrgicos de São José dos Campos também realizam mobilizações nas fábricas em que os acordos ainda não foram fechados. Foram realizadas mobilizações na Techal, Wireflex, Usimoren, Delbras e Forming, somando cerca de 500 metalúrgicos, no último dia 27.

 

Além de reivindicar melhores salários, os trabalhadores também querem discutir a ampliação das cláusulas sociais, como por exemplo o direito à eleição dos delegados sindicais, auxílio-creche e aumento da licença-paternidade.

 

Os metalúrgicos da Federação Sindical e Democrática de Minas Gerais, com data base em 1º de outubro, já esquentam as campanhas com lançamentos em Itaúna, Três Marias, Pirapora, Várzea da Palma, Paraisópolis, Itajubá e São João Del Rei. A categoria reivindica 15% de reajuste e abono de um salário nominal, dentre outras reivindicações.

http://cspconlutas.org.br/2012/09/bancarios-e-trabalhadores-dos-correios-encerram-greve-petroleiros-e-metalurgicos-continuam-mobilizados/

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