9/06/2010 12:00 am

ATO EM BRASÍLIA COM A PRESENÇA DO MARANHÃO E DA MAIORIA DOS ESTADOS EM GREVE

ATO EM BRASÍLIA COM A PRESENÇA DO MARANHÃO E DA MAIORIA DOS ESTADOS EM GREVE ‘ARRANCA’ POSICIONAMENTO DO STF EM RELAÇÃO AO PCS – ATO UNIFICADO NESTA QUARTA, 9, NA JF/MA
Mobilização que tomou conta de Brasília nesta terça-feira, com a participação de uma boa caravana de 15 representantes do Maranhão, foi fundamental para pressionar a cúpula do Judiciário a fim de encontrar uma saída para a votação dos PCSs na Câmara.

HOJE, a luta prossegue, tanto na Capital Federal, como em São Luís, com mais um grande ato unificado da categoria, a partir das 13h, em frente à Justiça Federal.

As liminares que têm sido dadas pelo próprio Judiciário no sentido de estrangular a luta da categoria terão resposta: a Fenajufe está recorrendo das decisões no sentido de assegurar o exercício do legítimo direito de greve dos trabalhadores.

Enquanto isso, continue na luta. Participe desse momento histórico no qual os trabalhadores têm demonstrado sua força. Participe dos atos pelo PCS e contra o congelamento de salários.

A LUTA CONTINUA.

Veja, a seguir, matéria do LutaFenajufe que reafirma a disposição de luta nacional da categoria, bem como os avanços que vêm sendo conquistados pelos trabalhadores.

Após ato em Brasília, STF recebe servidores e reafirma que levará posição fechada ao governo

No ato em Brasília que reuniu cerca de 3 mil servidores, representantes de todo o país reafirmam manutenção da greve até que PCS-4 esteja garantido

O barulho ‘insuportável’ das cornetas, batizadas de vuvuzelas em referência à Copa do Mundo que começa agora na África, foi mencionado pelo diretor-geral do STF, Alcides Diniz, assim que ele recebeu representantes do Comando Nacional de Greve em sua sala, logo após o ato que reuniu cerca de três mil servidores na tarde de terça-feira (8), em Brasília. “Ele falou que não conseguiu trabalhar, que os ministros [não aguentam mais] as vuvuzelas da greve, não aguentam mais esse barulho”, disse Adilson Rodrigues, servidor da Justiça Federal de Santos (SP) e um dos que participaram da reunião.

E foi após o ‘barulho’ da manifestação que reuniu servidores em greve de quase todos os estados do país, que o diretor-geral do Supremo confirmou que levará ao Ministério do Planejamento, nesta quarta-feira (9), uma posição fechada do Judiciário em torno da aprovação do PL 6613/2009, que revisa o PCS. Irá acompanhado dos diretores-gerais de todos os tribunais superiores.

Devem ser recebidos pelo secretário-executivo da pasta, João Bernardo, segundo cargo na hierarquia do ministério. “Ele reconheceu que demorou a confirmar a reunião, e [alegou] que o problema foi com o governo, não com o STF. Reafirmou que o Judiciário está com posição fechada e que ela será levada ao Planejamento para que se busque resolver a questão”, relata Adilson.

Comando de Greve cobra negociação direta –

Os representantes do Comando de Greve reivindicaram a participação da federação e dos servidores na reunião no Planejamento, prevista para começar por volta das 18 horas. Diniz ficou de levar isso ao presidente do STF e posteriormente retornar a resposta.

Os trabalhadores solicitaram ainda que Peluso receba a direção da Fenajufe nesse processo de negociação. O diretor-geral outra vez ficou de encaminhar a questão, avaliando que isso teria chances maiores de acontecer a partir de um eventual resultado mais concreto da reunião desta quarta.

Defesa do direito de greve

Os servidores contestaram as recentes decisões liminares contrárias ao direito de greve. “Nós levamos para ele a contradição que é o Judiciário tentar defender o projeto que é de sua autoria e o próprio Judiciário atacar a greve, que só acontece porque [a cúpula] deste mesmo Judiciário não agiu como deveria em [defesa] do projeto”, disse Adilson.

A reunião com o diretor-geral foi marcada por meio do sindicato de São Paulo (Sintrajud), cujos dirigentes, assim que confirmaram o encontro, convidaram a federação nacional a participar. Também estiveram na negociação os dirigentes da Fenajufe Saulo Arcangeli (MA), Zé (RS) e Valter (RJ). Participaram ainda o diretor da federação e do Sintrajud Antonio Melquíades, o Melqui, e servidor Rogério, do TRF paulista.

Protesto simboliza unidade da categoria –

Ela criticou ainda as decisões do STJ que agridem o direito de greve. “Hoje manifestamos nossa indignação diante dessas liminares, que são um desrespeito ao nosso direito constitucionalmente garantido de greve, é inadmissível, não podemos aceitar”, disse. Rosicler integrou a delegação do sindicato paranaense (Sinjutra) no protesto.

Naturalmente, a grande maioria dos servidores que esteve na atividade é de Brasília. Mas quase todos os estados em greve estiveram representados e seus dirigentes foram ao microfone para reafirmar a determinação de manter a paralisação nacional até que o governo ceda e aceite um acordo.

Foi um recado às administrações. Ao som perturbador das ‘vuvuzelas’, a categoria mostrou que não pretende se curvar a decisões judiciais que parecem mais relacionadas a posições políticas de combate à greve do que aos aspectos legais do que está sendo julgado.

Antes da negociação, perto de três mil servidores se manifestaram em frente ao STF. Portando apitos e cornetas, fizeram um barulho ensurdecedor. “A gente tem que incomodar o Judiciário, ele tem que tomar um posicionamento com relação ao nosso projeto, esse empurra-empurra na Ctasp é inadmissível”, disse Rosicler Bonato, servidora da Justiça do Trabalho do Paraná, pouco após o término do ato. Segundo Diniz repassou aos servidores, o próprio presidente do STF, Cezar Peluso, já teria demonstrado descontentamento com o fato de outros projetos terem sido aprovados na Câmara, entre eles o dos funcionários daquela própria Casa, enquanto o do Judiciário está parado na Comissão de Trabalho (Ctasp).

FONTE: http://www.sintrajufema.org.br/site/noticias.php?id=643

CONTATOS

facebook.com/observatorio

(98) 99999-9999

observatoriopoliticaspublicaslutasociais@yahoo.com.br