27/05/2010 12:00 am

ASSENTADOS DO MST MANTÊM MANIFESTAÇÕES NO PARÁ

ASSENTADOS DO MST MANTÊM MANIFESTAÇÕES NO PARÁ
27 de maio de 2010
Da Página do MST

As famílias de trabalhadores assentados continuam em manifestações em agências do Banco do Brasil nos municípios de Parauapebas e no distrito de Mosqueiro, em Belém. Os assentados em projetos de Reforma Agrária reivindicam a renegociação das suas dívidas.
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Por que os assentados pedem a renegociação das dívidas?
Além dessas ações, os acampados estão na superintendência do Incra de Marabá há duas semanas.
As manifestações já acontecem pelos estados para reivindicar o fortalecimento da agricultura camponesa e a Reforma Agrária, dentro de um novo modelo de agricultura que produza alimentos sem agrotóxicos em equilíbrio com o ambiente.
No Pará, os trabalhadores fazem reuniões e entregam suas pautas de reivindicações. Os assentados requerem anistias das dívidas contraídas junto a agências bancárias do Estado referente ao crédito rural Pronaf dos assentamentos de Reforma Agrária, tanto individual, grupal e coletivo, além de que os gerentes de agências bancárias e superintendentes estaduais, articulem junto ao MDA e Ministério da Fazenda audiência com o MST nacional para tratar deste assunto e pela desapropriação de áreas para assentamentos.
Os trabalhadores denunciam que muitas famílias acumularam dívidas, por causa do modelo de agricultura que se têm atualmente
Por isso, muitas famílias estão tendo muitas dificuldades para pagar suas dívidas e garantir a produção de alimentos com precárias condições de infraestruturas.
O MST reivindica que seja destinado recursos para quem realmente produz no campo: os camponeses.
FONTE: http://www.mst.org.br/node/9957

Por que os assentados pedem a renegociação das dívidas?
As famílias de trabalhadores assentados em projetos de Reforma Agrária reivindicam a renegociação das suas dívidas.
De acordo com José Valdir Misnerovicv, coordenador nacional do MST, em algumas regiões do país 60% das famílias assentadas não conseguem pagar as dívidas que contraíram por meio de solicitação de empréstimos.
“Somente com a renegociação dessa dívida é que estas famílias poderão continuar acessando novos créditos e, dessa forma, seguir fortalecendo a cada dia sua produção”, complementou Misnerovicv.
O MST também exige a criação de uma linha de crédito específica para famílias assentadas.
“Estamos lutando para conseguir uma linha de crédito que atenda às especificidades dessa categoria. É preciso que o governo dê um tratamento diferenciado a estes trabalhadores, uma vez que a maioria deles solicita crédito para criar uma nova unidade rural e não visando fortalecer algo que já existe, como acontece com os pequenos agricultores”, afirma Misnerovicv.
Atualmente, os assentados requerem empréstimos por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
No entanto, essa linha de crédito é direcionada ao pequeno agricultor, que já tem uma produção familiar e rendimentos, diferentemente deste trabalhador que muitas vezes acabou de receber a terra.
“Muitas famílias acumularam dívidas nos últimos anos, por causa desse modelo de agricultura que temos hoje em dia, e agora estão tendo muita dificuldade para pagar”, disse.

FONTE: http://www.mst.org.br/node/9939

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