11/06/2010 12:00 am

ALUNOS DA USP FAZEM ASSEMBLEIA PARA DECIDIR SOBRE GREVE

ALUNOS DA USP FAZEM ASSEMBLEIA PARA DECIDIR SOBRE GREVE
DE SÃO PAULO

Alunos da USP (Universidade de São Paulo) que acompanham a greve dos funcionários da universidade realizam assembleia na noite desta quinta-feira para decidir se aderem ou não à paralisação. A assembleia começou por volta das 19h.

O DCE (Diretório Central de Estudantes) se retirou da assembleia por considerar pequeno o número de participantes –cerca de cem. Foram distribuídos panfletos convocando os alunos para um ato na avenida Paulista amanhã, às 18h.

Os funcionários mantêm a invasão ao prédio da reitoria da universidade, ocorrida na terça (8), em protesto pelo corte de salário de cerca de mil funcionários grevistas. De acordo com o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), a ocupação do local será mantida por tempo indeterminado.

Na manhã desta quinta, o professor Luiz Renato Martins, da ECA (Escola de Comunicações e Artes), da USP (Universidade de São Paulo), voltou a ministrar uma aula dentro do prédio da reitoria da universidade em apoio aos grevistas. Ontem, o sociólogo Francisco de Oliveira, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, também deu uma aula de pós-graduação no local.

A USP divulgou nota após a invasão afirmando que “lamenta a invasão violenta” do prédio da reitoria pelos servidores grevistas. A administração da universidade afirmou ainda que as instalações dos órgãos centrais da USP “encontram-se sob o domínio completo dos manifestantes” e que a reitoria reserva-se “as medidas legais que possam ser cabíveis”.

Na manhã de hoje foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa, coordenada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL), para discutir a crise nas três universidades estaduais de São Paulo –USP, Unesp e Unicamp– cujos funcionários estão em greve.

De acordo com o deputado Giannazi, os reitores das instituições foram convidados para participar da audiência, mas nenhum compareceu. As assessorias da USP, Unicamp e Unesp informaram que os reitores não puderam comparecer devido a compromissos marcados anteriormente.

Greve

Iniciada em 5 de maio, a greve dos trabalhadores da USP reivindicava inicialmente aumento salarial de 16% e mais R$ 200. O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) já incorporou reajuste de 6,57%, mas a categoria ainda reivindica a isonomia salarial com os professores, que já tinham recebido reajuste de 6% anteriormente.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/saber/749014-alunos-da-usp-fazem-assembleia-para-decidir-sobre-greve.shtml

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