6/12/2010 12:00 am

ALFABETIZAÇÃO NOS ASSENTAMENTOS DO MST GANHA MEDALHA

ALFABETIZAÇÃO NOS ASSENTAMENTOS DO MST GANHA MEDALHA

O Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) foi um dos ganhadores Medalha Paulo Freire, entregue pelo Ministério da Educação, na abertura da 2ª Semana de Educação para Jovens e Adultos (EJA) essa semana em Brasília. A Medalha Paulo Freire, criada em 2003 e instituída pelo mesmo decreto que regulamenta o Programa Brasil Alfabetizado, foi entregue a outras quatro entidades que se destacaram pelos esforços na promoção da alfabetização de jovens e adultos no país. 

A homenagem é um reconhecimento pelas experiências em educação básica de jovens e adultos em acampamentos e assentamentos, além da participação na formulação de políticas públicas para o setor.

De acordo com Tiago Manggini, do setor de educação do MST, a participação dentro da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos (CNAEJA) foi fundamental para que a realidade camponesa fosse incluída na pauta. “Há uma dívida histórica com o campo no que diz respeito à educação. As políticas nacionais para o setor costumam ter dificuldades de focar as ações em realidades específicas, como o caso dos acampamentos e assentamentos”, disse.

As experiências do MST com a EJA tiveram início com a Campanha de Educação de Jovens, Adultos e Idosos, realizada em 1991, no assentamento Conquista da Fronteira em Bagé, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, esteve presente Paulo Freire, que empresta seu nome à medalha recebida. 

Em 1996, uma parceria com o MEC e a Unesco levou o projeto para 18 estados. Foram formadas 550 turmas e 8.000 educandos. Depois o projeto continuou por meio de parcerias entre secretarias de educação e universidades nos estados. Em cada ano, o MST alfabetiza cerca de 30 mil educandos, envolvendo dois mil educadores em seus projetos.

Para a concessão da medalha, o Ministério avalia a contribuição dos projetos de alfabetização de jovens e adultos para a redução dos índices de analfabetismo, além da adoção de práticas inclusivas, a continuidade do aluno e a colaboração para a mobilização nacional em prol da universalização da alfabetização e educação de jovens e adultos.

Com informações do MST

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=142923&id_secao=8

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