20/12/2010 12:00 am

ACRE REALIZA PRIMEIRO TRANSPLANTE DE RIM A PARTIR DE UM DOADOR FALECIDO

ACRE REALIZA PRIMEIRO TRANSPLANTE DE RIM A PARTIR DE UM DOADOR FALECIDO

RIO BRANCO – O primeiro transplante de rim a partir de um doador falecido aconteceu em Rio Branco,  na última quinta-feira (16) na Unidade de Nefrologia da Fundação Hospital Estadual do Acre. Os órgãos foram captados na noite de quarta-feira (15), e já na quinta-feira, 16, cerca de 22 horas depois da captação, dois pacientes receberam os novos rins. 

As cirurgias foram um sucesso e ambos os pacientes passam bem e já estão na enfermaria da Unidade de Nefrologia da Fundação Hospital Estadual do Acre. 

O Acre é o segundo Estado da região Norte a realizar transplantes de rim a partir de um doador falecido, o primeiro foi o Pará. A equipe que participou do transplante, formada pelos médicos Técio Genzine, Suzuki e Ednaldo, além de outros profissionais, vêm se preparando há 3 anos, resultado do amplo investimento do Estado nesse setor que consiste formação de médicos do Acre em hospitais de referência de São Paulo e na vinda destes profissionais ao Estado. 

Tanto o doador falecido quanto os receptores são acreanos. Foram beneficiados com os rins dois jovens, de 21 e 27 anos. As cirurgias duraram em média 2h30. Os pacientes passam bem já estão na enfermaria, não apresentaram rejeição e urinam normalmente.

Segundo a médica Luciene Oliveira atualmente o Acre tem lista de espera de cerca de 20 pacientes, que além de acreanos também conta com peruanos e rondonienses. 

Sobre os transplantes

Os transplantes de rim começaram no Acre em 2006, mas foram paralisados em 2008. Eles foram retomados apenas em 2010, e até agora dez transplantes já foram realizados entre pacientes e doadores vivos. A média de transplantes é de dois pacientes por mês. Em 2011, esse número deve passar para quatro. 

Agora, a equipe médica está totalmente preparada para realizar transplantes a partir de doadores falecidos. Além dos profissionais envolvidos na delicada cirurgia, existe uma equipe treinada especialmente para a abordagem junto às famílias dos possíveis doadores, já que apenas com a autorização dos familiares, a captação dos órgãos após a constatação de morte cerebral do doador é possível. 

A notícia do transplante inédito aumentou ainda mais a esperança dos pacientes que esperam a oportunidade de ter um novo rim.“Não é só gratificante para os pacientes e familiares, mas para nós profissionais também que estamos fazendo um trabalho tão importante”, conta a médica Luciene Oliveira. (NS)

 

FONTE: http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=116931

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