9/02/2011 12:00 am

AÇÕES DE RESSOCIALIZAÇÃO PROPORCIONAM QUALIDADE DE VIDA A PACIENTES COM DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS

AÇÕES DE RESSOCIALIZAÇÃO PROPORCIONAM QUALIDADE DE VIDA A PACIENTES COM DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS

Alunos e professora do Curso de Enfermagem realizam atividades lúdicas e culturais em Centro de Atenção Psicossocial

Tratar pessoas com transtornos mentais é muito mais do que apenas receitar medicamentos. No bojo da reforma psiquiátrica que completa dez anos no Brasil e mudou a compreensão sobre a doença psiquiátrica, a cidade de Imperatriz vai, aos poucos, criando uma rede de assistência que tem por objetivo banir as internações de longa duração e ressocializar os pacientes. 

O Centro de Atenção Psicossocial Renascer (CAPS II), localizado no bairro Parque Anhanguera é um exemplo das mudanças ocorridas nos últimos anos. O local recebe pacientes adultos com transtornos mentais graves que são atendidos por uma equipe multiprofissional. Além das consultas psiquiátricas, o usuário participa de oficinas e atividades recreativas. 

Na última sexta feira, dia 04, o curso de Enfermagem da UFMA de Imperatriz encerrou as aulas práticas da disciplina Saúde Mental com uma festa que permitiu a integração entre alunos e usuários. “A aula prática acontece a semana toda, nós fazemos palestras, ajudamos eles nas oficinas, eles gostam muito”, afirma a aluna Poliana Almeida. 

De acordo com a professora Priscila Coimbra, responsável pela disciplina, a cada semana uma turma diferente planeja e executa atividades lúdicas e culturais com os pacientes do centro. Os alunos também fazem entrevistas para conhecer as histórias de vida dos usuários e ajudam por meio de conversas e brincadeiras. Um exemplo é a história de Maria Deusa Ribeiro, mãe de seis filhos, que teve depressão pós-parto, a partir daí passou a depender de cuidados psicossociais. “Aqui eu converso com meus amigos, aqui tem tudo, tem revista, eu leio, em casa eu fico pensando besteira”, conta Maria Deusa. 

O CAPS conta com uma equipe formada por médico, psiquiatra, assistente social, psicólogo, enfermeiro, clínico geral, professor de educação física, técnico em enfermagem, farmacêutico, oficineiro e nutricionista. 

No entanto, no dia da atividade, havia somente uma técnica disponível, a professora de educação física Cássia Vilela. Ela relata que o CAPS ainda enfrenta desafios e dificuldades. “Hoje em dia a demanda está muito grande”. Segundo ela, o centro atende em média a 45 pacientes por dia, mas esse número chega a dobrar. 

Edição: Profa. Denise Ayres 

 

FONTE: http://www.ufma.br/noticias/noticias.php?cod=10079

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