19/11/2012 12:00 am

A população maranhense deve lutar contra a privatização dos hospitais Dutra e Materno-Infantil

A população maranhense deve lutar contra a privatização dos hospitais Dutra e Materno-Infantil

Escrito por Apruma.Jornalismo

  Você, que usa e necessita dos serviços dos hospitais universitários, precisa saber que o Governo Federal criou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para administrar esses hospitais dentro de uma lógica comercial (de mercado). Isso significa que a privatização dos hospitais universitários federais brasileiros está se tornando realidade.

No estado do Maranhão, os Hospitais Universitários Presidente Dutra e Materno-Infantil (os HUUFMA) são os principais centros de formação de profissionais da área da Saúde. São também hospitais de referência na rede pública para doenças de difíceis diagnósticos e tratamentos, aquelas que não são resolvidas em postos de saúde. Ou seja, eles são essenciais para crianças, adolescentes, mulheres e homens adultos e idosos maranhenses. Mesmo assim, querem entregar esse patrimônio da saúde pública nas mãos de uma empresa (EBSERH) que vai privatizá-los.

 

 

 

 

 

Você acha isso correto? Será que devemos abrir mão de hospitais tão importantes e que irão fazer muita falta para todos nós?

 

A população maranhense precisa se mobilizar e lutar contra a assinatura do convênio, que será feito em breve. O reitor da Universidade Federal do Maranhão já assinou o contrato de adesão, primeiro passo para a implantação da empresa.

 

Mas, o que isso significa na prática? Veja algumas mudanças drásticas que ocorrerão nos nossos hospitais universitários se a EBSERH for contratada pela UFMA:

 

1. A implantação da EBSERH cria uma segunda porta de acesso aos serviços dos HUUFMA, por meio de convênios e contratos com instituições privadas. Quem tem plano de saúde, por exemplo, terá mais fácil acesso do que a pessoa que só tem condições de ser atendida em serviços públicos de saúde.

 

Resultado: a empresa acaba com o princípio da equidade do Sistema Único de Saúde (SUS), o qual significa que todos têm o mesmo direito de assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios.

 

2. Os recursos financeiros continuarão a vir da União. Vão colocar dinheiro público nas mãos de empresa de direito privado e esses recursos serão administrados sob a lógica do mercado. Ou seja, o que importa não é a sua saúde, mas os lucros que a empresa pode ter. Assim, certamente serão priorizados internações, cirurgias e outros procedimentos que darão mais lucros aos hospitais. Alguns serviços essenciais, mas que recebem menos dinheiro do SUS, como o Núcleo de Atenção à Saúde do Adolescente (NASA) e o Banco de Leite Humano, poderão até ser fechados.

 

3. Os hospitais irão ceder seus bens e direitos à EBSERH, durante o contrato. A empresa determinará objetivos e metas para as atividades de Ensino e Pesquisa, sem ouvir funcionários e população.

 

4. Não haverá mais concursos públicos federais para esses hospitais. Isso facilitará a ocorrência de nepotismo (favorecimento de parentes e amigos), clientelismo (vale quem indica), demissão sem justa causa e más condições de trabalho e vida para os servidores.

 

Por esses e outros motivos, a população do estado do Maranhão deve se unir aos profissionais de saúde, sindicatos e movimentos sociais para impedir a assinatura do convênio entre essa empresa e a Universidade Federal do Maranhão.

Vamos, juntos, defender a saúde pública. Defender os hospitais universitários que são patrimônios nossos e existem para servir ao povo, sem privilégios e preconceitos.

 

FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE

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