12/04/2011 12:00 am

A CLASSE OPERÁRIA TEM DOIS SEXOS – TRABALHO, DOMINAÇÃO E RESISTÊNCIA

A Editora Fundação Perseu Abramo lançou na última sexta-feira (8) a reedição do título “A classe operária tem dois sexos – trabalho, dominação e resistência”, de Elisabeth Souza-Lobo. A nova edição inclui dois novos artigos e novo prefácio que contextualiza o trabalho de Beth Lobo, 20 anos depois.

 

A autora inovou, desde o início dos anos 1980, as pesquisas sobre gênero e trabalho no Brasil, dedicando-se ao ensino e à pesquisa nessa área a partir de 1982, no corpo docente do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP).

 

A nova edição é uma homenagem à autora, retirada prematuramente da militância política e da pesquisa científica, num trágico acidente em João Pessoa (1991), durante atividades sobre gênero desenvolvidas junto a movimentos sociais da Paraíba.

 

Como diz a professora Marilena Chaui no prefácio do livro:

 

Não se trata apenas de uma justa homenagem a essa pioneira dos estudos de gênero na esfera do trabalho, mas também de assinalar as contribuições duradouras de sua obra, tão cedo truncada.

 

Elisabeth Souza-Lobo desenvolve pesquisas sobre as operárias brasileiras, o processo de trabalho e a divisão sexual do trabalho nos estabelecimentos industriais do ABC paulista, bem como a participação das mulheres nas lutas sindicais, mostrando que “a classe operária tem dois sexos”, que “operário não é igual a operária”. Foi Beth Lobo, inclusive, na companhia de Vera Soares, quem introduz, em 1985, a perspectiva comparativa com o ensaio “Masculino e feminino na linha de montagem”.

 

Fundados em pesquisas empíricas e com cuidadosa atenção à formação histórica das classes sociais, os ensaios da primeira parte do livro permitem a conceitualização e o desenvolvimento teórico dos textos apresentados na segunda parte, e ambas contribuem para pensar as vias complexas do feminismo enquanto estratégia de luta para a emancipação e para a igualdade de gênero, objeto da terceira parte.

 

Diante de nós, descortina-se o campo simbólico de representações no qual são construídos o feminino e o masculino em suas múltiplas relações, da sexualidade ao poder. É isto que faz este livro não simplesmente atual, mas uma contribuição duradoura para os que, como Beth Lobo, estão empenhados na emancipação de homens e mulheres.

 

FONTE: http://www.cut.org.br/destaque-central/44588/a-classe-operaria-tem-dois-sexos-trabalho-dominacao-e-resistencia

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