14/08/2012 12:00 am

A calamidade do custo da educação superior nos Estados Unidos

A calamidade do custo da educação superior nos Estados Unidos

 

Dívidas de longo prazo deixam universidades norte-americanas sem fins lucrativos em situação financeira ruim.

 

Com suas alamedas arborizadas e prédios em estilo gótico, a Universidade de Chicago parece ser um lugar bastante sólido e sóbrio. John D. Rockefeller, o patrono da Universidade, afirmou que esta se tratava do “melhor investimento que já havia feito”. Ainda assim a Universidade de Chicago e outras instituições de educação superior sem fins lucrativos estão acumulando dívidas no ritmo de uma start-up de tecnologia.

 

As dívidas de longo prazo de universidades sem fins lucrativos nos Estados Unidos têm se acumulado a uma taxa de 12% ao ano, de acordo com a Bain & Company, uma empresa de consultoria, e a Sterling Partners, uma empresa de private equity. Um novo relatório investigou as demonstrações financeiras e relatórios de fluxo de caixa de 1.692 universidades e faculdades no período entre 2006 e 2010, e constatou que um terço destas estavam em uma situação muito mais frágil do que há alguns anos.

 

Uma crise na educação superior tem sido fermentada há anos. As universidades têm efetuado gastos como estudantes em um bar, que acham que Rockefeller vai pagar a conta. Nos últimos dois anos, a Universidade de Chicago construiu uma elegante nova biblioteca (onde os livros são engenhosamente coletados por robôs), um novo centro de arte e um hospital de dez andares, além de ter inaugurado um campus em Pequim.

 

E ela não está sozinha. As universidades esperam que investimentos de grande porte as ajudarão a atrair os melhores estudantes e professores, doações para pesquisas, e por fim melhorar a sua colocação em rankings universitários, o que por sua vez atrai ainda mais dinheiro e talento.

 

Tudo isso sugere que as faculdades têm uma boa razão para se preocupar com suas dívidas. Diferentemente das notas, essas não podem ser desinflacionadas. Faculdades residenciais de quatro anos não podem aumentar as suas anuidades a um ritmo mais rápido do que a capacidade de pagamento do público, especialmente quando diplomas de cursos online são tão mais baratos. É provável que as universidades que fracassarem em se preparar para a tempestade sejam varridas pelo furacão.

 

Fonte: Envolverde, publicado originalmente no jornal The Economist e retirado do site Opinião e Notícia.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=191205&id_secao=9

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